O Presidente da República, Jorge Sampaio, criticou ontem a "passividade empresarial", defendendo que as empresas deveriam abrir mais as suas portas aos recém-licenciados.
"É preciso uma ligação permanente entre as empresas e as faculdades", defendeu Jorge Sampaio, na cerimónia de comemoração dos 25 anos da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, depois de entregar os diplomas aos licenciados, entre os quais estava o seu filho, André Sampaio.
O Presidente da República frisou que a qualificação "é o motor essencial da vida portuguesa" e afirmou que é preciso que os portugueses saiam "do colete de forças da falta de auto-estima".
Em tom informal, o chefe de Estado começou por agradecer a "disponibilidade" da universidade, que lhe permitirá "dar uma aula ou outra" quando "ficar sem emprego" em Janeiro de 2006. Provocando os risos na sala, Sampaio propôs mesmo leccionar a cadeira de "gestão das expectativas em política ou a fábula do infeliz", em que contaria a sua experiência enquanto chefe de Estado.
Será esta a única cabeça iluminada do Estado?
Ou os “outros” não são assim tão parvos, mas entraram no “safa-te o melhor que puderes” e “os outros que se lixem”?
Já diz o ditado “quem se lixa sempre é o mexilhão” .